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Eu costumava ser mais durão e mais paciente

Vou te falar, ultimamente, tô achando tudo difícil. Posso até não estar na minha melhor forma, mas eu realmente deveria aguentar melhor o tranco. Costumava ser mais durão, mais “pode vir quente que eu estou fervendo”. Isso quando criança.

Recentemente, peguei a coletânia Sonic Classic Collection, para Nintendo DS, que traz os três primeiros jogos do mascote da Sega mais o Sonic & Knuckles. Confesso que não me lembro de suar tanto para passar de uma fase, quando ia na casa do vizinho jogar no Mega Drive dele (eu tinha um SNES). Dou graças a Deus por, agora, existir a opção de salvar o jogo.

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Análise: Dragon Quest IV: Chapters of Chosen (NDS)

Dragon Quest foi um dos primeiros RPGs a pintar nos consoles, se não o primeiro. Sua fórmula fez muito sucesso, principalmente no Japão. Em 1990, Dragon Quest IV iniciou uma nova trilogia na série. O remake do jogo, aqui analisado, foi lançado em 2008 nos EUA, para Nintendo DS, introduzindo as aventuras de duas décadas ao mundo “biecrã”.

Não vou falar dos aspectos técnicos do jogo. Em suas primeiras versões, lançadas para NES, as mudanças técnicas nunca foram gritantes, assim como nas mais recentes, lançadas para DS, nas quais, se você já jogou as versões de PS1, não verá nada muito novo. Quero comentar o que fez com que Dragon Quest IV desse um novo atrativo à série e expusesse uma nova forma de jogar RPG: a história.

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Análise: Scribblenauts – Nintendo DS

scribblenauts_au_boxartA possibilidade de colocar um chupa-cabras e um dragão para lutar ou ver o que acontece quando um astronauta encontra-se com uma nave espacial é quase mágica, ainda mais quando você faz isso tendo o simples trabalho de escrever as palavras certas.

Scribblenauts já fazia a cabeça de muita gente por aí muito tempo antes do lançamento, principalmente depois de ser anunciado na E3 desse ano e ser considerado o melhor game da feira.

Lançado em 15 de setembro, o jogo, desenvolvido pela 5th Cell e publicado pela Warner Bros. Interactive, apesar de cumprir o que promete, mostra que nem tudo são flores com suas diversas falhas.

O jogo é incrível mesmo, isso é incontestável. Dificilmente você escreverá algo que não existe na database, seja em português ou não. E, como exemplifiquei no primeiro parágrafo, a interação entre uma coisa e outra é um dos pontos altos do jogo.

São muitos desafios divididos em quebra-cabeças, onde deve-se solucionar alguns problemas com objetos, e desafios de ação, onde é preciso usar o que for possível para conseguir alcançar uma Estarite (estrela do jogo), localizada em algum ponto do cenário.

Para cada desafio existe um certo limite de itens para usar, portanto, encher o cenário de objetos não vai te ajudar a ganhar pontos. Quanto mais objetos, menos pontos serão recebidos no final, simples assim.

Apesar de tantas opções de desafios, brincar na tela de título é o mais interessante. Nela é possível escrever qualquer coisa e ver o que acontece só por diversão e (se escrever a palavra certa) liberar novos cenários.

Os problemas começam com com a trilha sonora repetida exaustivamente e se agravam na movimentação de Maxwell, o personagem principal. Ele não responde da maneira que deveria responder aos comandos e muitas vezes acaba atrapalhando seus planos de solução em alguns puzzles.

Com alguns minutos de jogo fica evidente que a 5th Cell passou muito mais tempo adicionando palavras e desenhando objetos e personagens para as mesmas do que programando a jogabilidade, que ficou muito comprometida.

Você terá diversão e dará boas risadas ao escrever algumas palavras, mas Scribblenauts está longe de ser o game dos sonhos que aparentava ser antes do lançamento.

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Análise: Konami Classics Series: Arcade Hits – Nintendo DS

konamiarcadecoverNos anos 80 os arcades eram reis. Pessoas se espremiam em barzinhos de esquina fedidos para jogar e ver os outros jogando. Muitos começaram a jogar neles. Era totalmente diferente do mercado de arcades que temos hoje. E a Konami era uma das boas empresas que investiam nessa plataforma, principalmente com os seus “jogos de navinha”.

Konami Classics Series: Arcade Hits trás os melhores jogos da empresa produzidos nessa época, direto para as duas telas do seu DS. São jogos que seguem padrões muito diferentes dos atuais, o que pode afastar muita gente que não teve contato prévio com algum do tipo. Se você é totalmente centrado no que há de mais novo no mundo dos games e não tem nenhum interesse em velharias, este jogo não é para você, leia o resto do texto por sua conta e risco.

Essa coletânea não quer mostrar gráficos bonitos, não quer te trazer algo que você ainda não tenha visto nem mostrar a bela história da empresa japonesa e um pouco do seu portfólio. O esquema aqui é mais ligado a emoções. É uma coletânea feita para aqueles que conheceram pelo menos um desses games em seus tempos de glória. A graça é relembrar como era quase impossível passar da primeira fase de Time Pilot sem morrer, por exemplo. Claro que alguns deles são praticamente desconhecidos da maioria, mas outros como Contra e Gradius certamente fizeram parte da infância de muito marmanjo por aí. O sentimento de nostalgia é inevitável e é tão agradável que horas se passarão num piscar de olhos e você não vai nem perceber que a primeira fase do Time Pilot ainda não foi vencida.

São ao todo 15 jogos: Roc’n Rope, Track & Field, Basketball, Road Fighter, Yie Ar Kung-Fu, Rainbow Bell, Shao-Lin’s Road, Gradius, Rush’n Attack, Contra, Circus Charlie, Scramble, Horror Maze, Pooyan, e, claro, Time Pilot. Todos muito bem ajustados ao DS. Mas não é apenas uma lista onde você aponta um nome e começa a morrer. Também há alguns extras como ouvir a trilha sonora do jogo, ver o manual original que o acompanhava e ainda ver uma foto da placa que ele usava no gabinete. Não é muita coisa, mas até que é legal.

O grande problema é que dos 15, pelo menos a metade (7,5?) será rejeitada. O maior motivo é o já citado acima, alguns são desconhecidos da maioria, e o outro é que ao lado de clássicos de verdade como Contra e sua ação insana, se tornam totalmente desinteressantes. Mas a metade restante certamente vai te entreter bastante, como nos velhos tempos.

Se você era um menino sagaz que guardava o dinheiro do lanche para comprar uma ficha no bar depois da escola, Konami Classics Series: Arcade Hits é indispensável.

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Análise: Ultimate Mortal Kombat – Nintendo DS

umkcoverOs portáteis nunca foram a praia de Liu Kang e companhia. Podemos lembrar versões mequetrefes como os quatro primeiros jogos para o Game Boy e Game Boy Color, desastres como Mortal Kombat AdvanceMK Unchained, uma versão de MK Deception para PSP. Mesmo com tudo indicando que a plataforma portátil não é o lugar ideal para tanto sangue e mortes horríveis, a Midway arriscou, lançando para DS um port de Ultimate Mortal Kombat, que fez estardalhaço no SNES e desta vez ela acertou o chute.

O game, que foi lançado em 12 de novembro de 2007, nos faz lembrar como um bom MK era feito antigamente. Dois personagens na tela, sem armas, uma lista razoável de golpes e lutas rápidas. Muito simples e muito divertido. As lutas acontecem inteiramente na tela inferior do DS e são controladas apenas com os botões, na tela superior é exibida a lista de golpes e “finais”, o que facilita a nossa vida.

Mas apesar de ser um port, o game sofreu algumas modificações consideráveis. Uma das mais lamentáveis foi a completa exclusão dos brutalities que, em minha opinião, eram o ponto alto do game no SNES. Aqui eles foram substituídos pelos animalities, que eram utilizados em MK3. Além disso, personagens antes comuns, como Milena e o Sub-Zero clássico, agora só se tornam acessíveis depois de destravados.

Para compensar as perdas há um modo adicional, o Puzzle Kombat, que pelo nome já dá para perceber que se trata de algo totalmente a parte. Nele você joga uma espécie de Tetris com blocos duplos coloridos onde é necessário juntar vários de mesma cor junto a um símbolo de MK para marcar pontos e assim fazer com que o seu personagem, que tem um visual infantilizado e é exibido na tela superior, ataque o adversário. É um modo interessante no começo, mas logo se torna monótono e cansa depois de poucas “lutas”.

Alguns extras também foram adicionados ao game. Agora é possível assistir aos finais dos personagens no menu “opitions”, ver o perfil de cada um deles e etc.

As limitações de hardware do DS fizeram com que os gráficos sofressem uma pequena compactada, mas nada que atrapalhe. As lutas continuam rápidas e fluídas como antes e tudo é bem nítido na tela. A qualidade sonora continua a mesma de 1996. Também é possível uma jogatina online via Wi-Fi, mas não cheguei a testar.

Trocando em miúdos, Ultimate Mortal Kombat é um excelente game de luta para o DS e o melhor da franquia em portáteis. Apesar de o modo Puzzle ser totalmente dispensável, querendo ou não, é um bônus. Fãs antigos da franquia se sentirão em casa.

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Análise: Grid – Nintendo DS

O Nintendo DS nuca foi um grande sistema para jogos de corrida. Mario Kart DS, claro, é uma exceção, mas também é um jogo descompromissado. Quando falamos de algo mais próximo de um “simulador” o DS realmente deixa a desejar.

A empresa Codemasters vinha fazendo um bom trabalho com o gênero no portátil: Race Driver: Create & Race deixava que o jogador construisse suas próprias pistas para depois destrinchá-las, tinha bons desafios e mecânica realista o suficiente para ser considerado um simulador portátil.

Esperta que é, a Codemasters pegou tudo que era bom em Race Driver, fez alguns ajustes, adicionou elementos aqui e elí e de tudo isso, em 5 de agosto de 2008, foi lançado Grid, que afirmo desde já “é o melhor ‘simulador’ de corrida do DS até o momento.

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