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e-Sport pode ser esporte para você; para mim, não

Uma discussão interessante que surgiu no trabalho me fez pensar um pouco sobre os tais eSports. Tentávamos chegar a uma conclusão sobre como deveríamos classificar o chamado “esporte eletrônico”. É esporte ou não é? Se é ou não, por quê? Minha opinião é contrária a de muito fã de videogame por aí.

Recentemente, John Skipper, presidente da gigante ESPN, rede internacional de canais de TV especializados em esportes, afirmou que os eSports “não são esporte” de verdade. Para o executivo, é apenas uma competição, como damas ou xadrez. Ele comentava a compra do site de streamings Twitch pela Amazon, por U$ 1 bilhão.

Concordo em gênero, número e grau. Como jornalista esportivo por formação, a ideia de que esporte é tudo o que combina atividade física e competição me foi passada ao longo dos anos. Aceito que atividades como as citadas acima sejam consideradas como tal, assim como não tento rebaixar os méritos de terem conseguido a notoriedade necessária para tanto. No entanto, esporte, para mim, não é questão de classificação pura e simples.

Como a conclusão a que chegamos no escritório, é questão de interpretação pessoal. E ao meu ver, eSport está longe do que costumo considerar esporte.

Então, o que é esporte? Para mim, o fator físico é o que diferencia o que é e o que não é esporte. Quando digo físico, digo corpo inteiro, músculos, braços, pernas, cérebro, e digo preparação, condição, cansaço. O esporte precisa extrair o que de melhor o corpo do praticante pode produzir em determinada modalidade, até o seu limite físico. Só assim, pode ser chamado de atleta.

No futebol, o jogador que não tem a mesma preparação física do oponente pode levar desvantagem na hora da partida, aquele que fica cansado com mais facilidade também. Isso não existe nos eSports. Não se trata apenas da habilidade de fazer algo. De pensar rápido e fazer a jogada certa, por exemplo. Tem que haver entrega física, do corpo, e não só mental.

O resultado competitivo precisa depender apenas do que a atuação do praticante foi capaz de conquistar. Não pode acontecer dentro de – e nem ser interferido por – um meio eletrônico, que pode ter oscilações que impediriam o andar normal de uma competição (esse fator também entra em contradição com alguns esportes “tradicionais”, mas de modo específico; há casos e casos).

Se você considera eSport como esporte, tudo bem, não vou discutir com você. Mas não queira colocar isso na minha cabeça, porque, cara, não vai entrar. Sou da gangue do velho Skipper. “Estou interessado em esportes de verdade”.

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Entrevista – O Kagrra, é gamer

No último domingo, 12, aconteceu durante o evento anual Anime Friends, que é voltado a cultura pop japonesa, o show da banda de Visual Kei, Kagrra, – sim, com essa vírgula mesmo. Durante a coletiva cedida por eles pouco antes do início da apresentação, acabaram sendo feitas algumas perguntas voltadas a games, que faço o favor de repassar para este blog. Detalhe que o dono do blog é fã da banda há anos.

Jornalista que não conheço: Vocês jogam videogames?

Isshi, vocal, apontando para Izumi e Akiya, respectivamente baterista e guitarrista: Eles gostam.

Eu: Preferem Final Fantasy ou Dragon Quest?

Akiya: Nossa, essa pergunta é difícil, mas Dragon Quest.
Izumi: Dragon Quest
Isshi: Dragon Quest
Sin, guitarrista: Dragon Quest
Nao, baixista: Final Fantasy – tranquilizando o jornalista da primeira pergunta.

Outro jornalista que não conheço mas que parece o Hugo do LOST: Playstation 3 ou Xbox 360?

Akiya e Izumi: Playstation
Isshi: Não sei porque não tenho nenhum dos dois.
Sin e Nao: Xbox – Fazendo um “X” com os braços.

Será que eles já estão longe no Dragon Quest IX?

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