Análise: Machinarium – PC

Responda rápido: há quanto tempo você não joga um bom adventure de apontar-e-clicar? O gênero, que teve seu auge nas décadas de 1980 e 1990 com jogos como Monkey Island, enfraqueceu muito nos últimos anos. Muita gente chegou a dizer, inclusive, que era um estilo morto. Machinarium apareceu para provar exatamente o contrário. Lançado em outubro pela desenvolvedora Amanita Design, da República Tcheca, o jogo mostra que ainda é possível ser original em um adventure, além de dar um novo gás ao gênero.

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Análise: Max & The Magic Marker – PC e Wii

Crayon Physics Deluxe, jogo lançado em 2008, tem uma mecânica peculiar: você desenha algo na tela que te ajuda a chegar ao seu objetivo, e tem também uma física muito bem trabalhada. A empresa Press Play gostou dessa ideia e decidiu inserí-la num jogo de plataforma com visual bem colorido, dando mais possibilidades de criação e voila: fizeram Max & The Magic Marker.

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Força Casual

Vice-presidente de comunicações da PopCap Games fala sobre o crescimento dos jogos casuais

Garth Chouteau

Nos dias atuais, a produção de um jogo para um console de última geração atinge valores exorbitantes. Não é difícil encontrar aqueles que demandam um investimento de dezenas de milhões de dólares por parte de suas produtoras. Como exemplo temos o recente Gran Turismo 5 que, segundo o próprio criador, Kazunori Yamauchi, teve um custo de produção de U$60 milhões.

Indo de encontro a isso, os jogos casuais costumam ter um custo de produção bem mais baixo e, sendo esse o tipo de jogo que mais rápido cresce nos últimos anos (cerca de 20% ao ano, segundo a Casual Games Association, organização internacional dedicada a promover os jogos casuais), acabam dando um retorno considerável para os desenvolvedores.

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Entrevista: Jeff Minter – Llamasoft

São poucos os desenvolvedores independentes que se destacam, considerando o mar de gente que se aventura nesse meio. Encontrar um deles que tenha resistido quase três décadas trabalhando apenas a seu modo é mais difícil ainda.

Jeff Minter é um cara das antigas. Desenvolveu para o velho Atari e para a lenda Commodore. Independente desde sempre, começou seus primeiros projetos em 1981. Britânico, tranquilo, gosta da Natureza e dos animais, principalmente dos ruminantes. A maior prova é o nome de sua companhia, a Llamasoft, que existe desde 1982, além de seus pequenos bichinhos de estimação.

Durante os últimos 29 anos, Yak, como é conhecido, desenvolveu dezenas de divertidos jogos. Apenas com a Llamasoft a contagem passa dos 30.

Durante uma pausa dos trabalhos em seu desorganizado escritório e das festas de fim de ano, ele nos concedeu uma entrevista onde revela o modo que gosta de trabalhar, de onde vêm suas ideias e, claro, o porquê da paixão pelos adoráveis ruminantes.

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Análise: Dragon Quest IV: Chapters of Chosen (NDS)

Dragon Quest foi um dos primeiros RPGs a pintar nos consoles, se não o primeiro. Sua fórmula fez muito sucesso, principalmente no Japão. Em 1990, Dragon Quest IV iniciou uma nova trilogia na série. O remake do jogo, aqui analisado, foi lançado em 2008 nos EUA, para Nintendo DS, introduzindo as aventuras de duas décadas ao mundo “biecrã”.

Não vou falar dos aspectos técnicos do jogo. Em suas primeiras versões, lançadas para NES, as mudanças técnicas nunca foram gritantes, assim como nas mais recentes, lançadas para DS, nas quais, se você já jogou as versões de PS1, não verá nada muito novo. Quero comentar o que fez com que Dragon Quest IV desse um novo atrativo à série e expusesse uma nova forma de jogar RPG: a história.

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Indie Gamer – Revista dedicada aos jogos independentes

Depois de meses de trabalho (daquele jeito, arrumando um tempinho todo dia), é com grande prazer que divulgo aqui a revista Indie Gamer.

Nascida pensando em um futuro projeto de faculdade, a revista é totalmente dedicada ao mundo dos jogos independentes, com entrevistas com produtores, análises, colunas e tudo o que uma revista de jogos que se preze tem direito.

São apenas 36 páginas, mas que deram um grande trabalho para serem feitas.

Muito provavelmente a revista receberá uma versão em papel, mas não para venda, claro.

Veja neste link e dê sua opinião!

Errata: Na página 05, quando falamos dos jogos da série Touhou, dizemos ser gratuita, mas originalmente, como bem lembrou o @DouglasNerd, os jogos são vendidos.

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Análise: Scribblenauts – Nintendo DS

scribblenauts_au_boxartA possibilidade de colocar um chupa-cabras e um dragão para lutar ou ver o que acontece quando um astronauta encontra-se com uma nave espacial é quase mágica, ainda mais quando você faz isso tendo o simples trabalho de escrever as palavras certas.

Scribblenauts já fazia a cabeça de muita gente por aí muito tempo antes do lançamento, principalmente depois de ser anunciado na E3 desse ano e ser considerado o melhor game da feira.

Lançado em 15 de setembro, o jogo, desenvolvido pela 5th Cell e publicado pela Warner Bros. Interactive, apesar de cumprir o que promete, mostra que nem tudo são flores com suas diversas falhas.

O jogo é incrível mesmo, isso é incontestável. Dificilmente você escreverá algo que não existe na database, seja em português ou não. E, como exemplifiquei no primeiro parágrafo, a interação entre uma coisa e outra é um dos pontos altos do jogo.

São muitos desafios divididos em quebra-cabeças, onde deve-se solucionar alguns problemas com objetos, e desafios de ação, onde é preciso usar o que for possível para conseguir alcançar uma Estarite (estrela do jogo), localizada em algum ponto do cenário.

Para cada desafio existe um certo limite de itens para usar, portanto, encher o cenário de objetos não vai te ajudar a ganhar pontos. Quanto mais objetos, menos pontos serão recebidos no final, simples assim.

Apesar de tantas opções de desafios, brincar na tela de título é o mais interessante. Nela é possível escrever qualquer coisa e ver o que acontece só por diversão e (se escrever a palavra certa) liberar novos cenários.

Os problemas começam com com a trilha sonora repetida exaustivamente e se agravam na movimentação de Maxwell, o personagem principal. Ele não responde da maneira que deveria responder aos comandos e muitas vezes acaba atrapalhando seus planos de solução em alguns puzzles.

Com alguns minutos de jogo fica evidente que a 5th Cell passou muito mais tempo adicionando palavras e desenhando objetos e personagens para as mesmas do que programando a jogabilidade, que ficou muito comprometida.

Você terá diversão e dará boas risadas ao escrever algumas palavras, mas Scribblenauts está longe de ser o game dos sonhos que aparentava ser antes do lançamento.

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