Análise: Ultimate Mortal Kombat – Nintendo DS

umkcoverOs portáteis nunca foram a praia de Liu Kang e companhia. Podemos lembrar versões mequetrefes como os quatro primeiros jogos para o Game Boy e Game Boy Color, desastres como Mortal Kombat AdvanceMK Unchained, uma versão de MK Deception para PSP. Mesmo com tudo indicando que a plataforma portátil não é o lugar ideal para tanto sangue e mortes horríveis, a Midway arriscou, lançando para DS um port de Ultimate Mortal Kombat, que fez estardalhaço no SNES e desta vez ela acertou o chute.

O game, que foi lançado em 12 de novembro de 2007, nos faz lembrar como um bom MK era feito antigamente. Dois personagens na tela, sem armas, uma lista razoável de golpes e lutas rápidas. Muito simples e muito divertido. As lutas acontecem inteiramente na tela inferior do DS e são controladas apenas com os botões, na tela superior é exibida a lista de golpes e “finais”, o que facilita a nossa vida.

Mas apesar de ser um port, o game sofreu algumas modificações consideráveis. Uma das mais lamentáveis foi a completa exclusão dos brutalities que, em minha opinião, eram o ponto alto do game no SNES. Aqui eles foram substituídos pelos animalities, que eram utilizados em MK3. Além disso, personagens antes comuns, como Milena e o Sub-Zero clássico, agora só se tornam acessíveis depois de destravados.

Para compensar as perdas há um modo adicional, o Puzzle Kombat, que pelo nome já dá para perceber que se trata de algo totalmente a parte. Nele você joga uma espécie de Tetris com blocos duplos coloridos onde é necessário juntar vários de mesma cor junto a um símbolo de MK para marcar pontos e assim fazer com que o seu personagem, que tem um visual infantilizado e é exibido na tela superior, ataque o adversário. É um modo interessante no começo, mas logo se torna monótono e cansa depois de poucas “lutas”.

Alguns extras também foram adicionados ao game. Agora é possível assistir aos finais dos personagens no menu “opitions”, ver o perfil de cada um deles e etc.

As limitações de hardware do DS fizeram com que os gráficos sofressem uma pequena compactada, mas nada que atrapalhe. As lutas continuam rápidas e fluídas como antes e tudo é bem nítido na tela. A qualidade sonora continua a mesma de 1996. Também é possível uma jogatina online via Wi-Fi, mas não cheguei a testar.

Trocando em miúdos, Ultimate Mortal Kombat é um excelente game de luta para o DS e o melhor da franquia em portáteis. Apesar de o modo Puzzle ser totalmente dispensável, querendo ou não, é um bônus. Fãs antigos da franquia se sentirão em casa.

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5 pensamentos sobre “Análise: Ultimate Mortal Kombat – Nintendo DS

  1. Gus Lanzetta disse:

    Adoro que o clássico dos arcades com uns ports meia boca (um dos piores deles para Super Nintendo) é descrito como tendo feito “estardalhaço no SNES”.

    • Cesar Martins disse:

      Você há de concordar que, mesmo não sendo como no arcade, o game fez um baita sucesso no SNES. Não dei opinião, citei um fato. Aliás, não acho que a versão de SNES tenha ficado tão atrás não.

  2. Bode de Boina disse:

    Esse jogo é otimo no Mega Drive (Genesis) para quem tem o controle de 6 botões.

    Achei legal a iniciativa dele em um Hand Held.

  3. Anônimo disse:

    vai vcs tudo tomar no cu´!!!!!!!!!!!!!!

  4. joao disse:

    O de Mega drive era mais fluido e melhor que o de snes! :P

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