
Eu já disse aqui que passei a gostar de Dragon Quest depois de jogar o primeiro título da série. Agora, mais especificamente a umas duas semanas comecei a jogar o segundo episódio e passei a gostar ainda mais de Dragon Quest. Pretendo seguir assim, jogando título por título da saga principal até chegar ao IX que será lançado em algum dia de algum ano para o DS. E, se eu continuar gostando cada vez mais, é possível que DQ se torne quase como Zelda é pra mim. Então resolvi que farei análises curtas dos jogos conforme forem passando pelas minhas mãos. E, claro, começarei do começo: Dragon Quest/Warrior, versão do Nintendo 8bits.
No ano de 1986 (89 nos EUA), chegava as lojas do japão um game ambicioso, idealizado por três gênios da industria do entretenimento: Yuji Horii (escritor), Koichi Sugiyama (compositor) e Akira Toriyama (nada menos que o criador do clássico Dragon Ball). Não dava para esperar nada menos que algo fantástico.
Na história criada por Horii você é um descendente do lendário guerreiro Roto (herói que já havia salvado o mundo uma vez) e é enviado para encontrar e derrotar DragonLord que, além de ter o controle sobre monstros, detém o poder da “Ball of Light” (objeto que garante a paz) e da princesa Laura de Radatome, tendo como ferramentas para isso apenas uma espada e um escudo.
O sistema de jogo era algo revolucionário para a época: não haviam fases, você jogava em um mundo aberto que podia ser explorado de várias formas; nas batalhas você não via o seu personagem, apenas seus golpes acertando os inimigos; a obrigação de aumentar o grau de experiência do seu personagem para avançar e derrotar monstros mais fortes; ganhar dinheiro e comprar as melhores armas, itens e acessórios também era algo inovador.
Sustentava-se ali um dos gêneros mais amados dos videogames nos anos seguintes, o RPG.
Apesar de a capacidade do hardware do NES ser muitíssimo limitada, os personagens criados por Akira Toriyama tinham o seu charme e as musicas compostas por Sugiyama viraram verdadeiros “hinos” no Japão. Difícil encontrar alguém que não reconheça a musica tema do game.
Dragon Quest/Warrior foi um marco na história dos RPG’s e abriu as portas para outros grandes títulos como Final Fantasy. Só lamento tê-lo conhecido de verdade a pouco tempo.